Está valendo a pena viver?



A pergunta que deveríamos fazer todos os dias: “Está valendo a pena Viver?” 

A vida é breve e o tempo passa muito rápido. NÃO ESPERA NINGUÉM

Porque o tempo chega com a conta para você pagar (como uma conta de cartão de crédito, com todos os gastos descriminados). E seremos réus e juízes de nós mesmos, e teremos que responder a pergunta fundamental da qual nenhum homem ou mulher pode escapar de se fazer, e acima de tudo responder no grande dia: “Valeu a pena ter vivido?”. 

O tempo faz o seu papel de ir derrubando as mentiras que nós contamos para nós mesmos. 

O tempo faz questão de nos deixar nus diante da realidade da vida e de todas as suas consequências. 

O tempo não costuma esperar, e se não aprendemos administrar bem a vida que temos, as escolhas que fazemos e estamos realizando, o resultado é sempre muito triste no final. 

Levamos uma vida inteira defendendo as ilusões da vida e poucos se arriscam a viver os verdadeiros sonhos!! que poderiam, com esforço e trabalho, com certeza dar certo.  



Clínico Psicanalista Alessander Capalbo 

Fone do Consultório: 61 - 99175-5707 ou Fone Fixo: 3532-2373

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As Coisas Estão Difíceis? Não Desista!



A vida é uma caminhada contínua e desafiante. E é preciso se saber importante durante todo o trajeto; se sentir privilegiado, mesmo em tempos de incerteza; é preciso procurar força nos momentos de fraqueza e ser firme nos momentos mais dolorosos. 

Há um propósito escondido em tudo o que acontece. Há sempre algo novo a se descobrir. A vida é uma fonte infinita de começos e recomeços. 

E não é preciso acreditar em destino pra enxergar a vida assim. A quem é adepto da filosofia do acaso, também é possível perceber que há um propósito em tudo o que acontece. As lições que ficam, e todos os seus aprendizados, fazem parte do maravilhoso processo que é viver em plenitude. 

As surpresas, as novidades, as más notícias, nos trouxeram ao que somos hoje. As lutas, fracassos e vitórias foram os responsáveis pelo nosso jeito de encarar a vida. 

A distância, as doenças, as separações, a morte…, são processos que exigem o máximo da nossa força. São como pausas, onde a vida parece ter ficado suspensa, sem a certeza do próximo passo. Há um escuro, um vazio ao redor de tudo, que só o tempo é capaz de clarear ou preencher. 

É preciso crer que algo bonito virá depois do sofrer. Pois sempre virá algo de bom. Novas descobertas, novas alegrias, novos amores, novos desejos; uma nova visão, com mais sabedoria e mais gana de viver tudo o que há para ser vivido. A vida sempre traz suas recompensas a quem não desiste de acreditar em dias melhores

Ser capaz de perceber que as batalhas nos fazem mais fortes é o que nos torna bons combatentes. E vencedores! E isso não é sobre fama ou dinheiro, é sobre continuar sorrindo mesmo depois da tempestade. É sobre juntar os pedaços depois de ter se quebrado e sobre achar o caminho mesmo estando perdido e com medo. Vencer é conseguir se reconstruir; se reinventar depois de se olhar no espelho e não ver mais a pessoa que você era. Riqueza é encontrar um novo caminho depois de ter perdido o chão ou depois de ter errado na escolha da direção. 

Por mais que a ansiedade, a tristeza e a insegurança nos tentem, é preciso confiar que coisas boas encontrarão um caminho para chegarem até nós. O autor Marcel Camargo nos ensina que: “por mais dureza que nos cerque, a gente encontra uma fresta para seguir e brilhar.” E é mesmo assim que deve ser. Afinal, a vida é dura, mas nós nascemos para resistir. 


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A Armadilha Do Amor Próprio



Há pessoas que pensam que são todas poderosas, muito acima das outras e que sempre pensam que estão certas. São aqueles que sentem tanta paixão por si mesmos que tudo é pequeno demais para eles, ninguém pode ensinar ou mostrar nada a eles, porque eles “já sabiam”. 

Seus ouvidos estão fechados e seus olhos estão cegos para tudo que não tem nada a ver com eles. Estão tão concentrados em si mesmos que perdem todo o resto, mesmo que não tenham consciência disso. 

Sua aparência é de segurança, mas não há ninguém mais inseguro do que aquele que acredita ser o dono da verdade. Na realidade, o que acontece com ele é que está cheio de orgulho. 

“O orgulho nunca cai de onde nasce, mas sempre cai de onde se elevou” (Francisco de Quevedo) 

 

O que é orgulho? 


Segundo o psiquiatra Enrique Rojas, o orgulho é uma paixão desenfreada por si mesmo, a armadilha do amor próprio, falta de humildade e lucidez. 

É um sentimento de apreciação no qual a pessoa concentra seu foco em si mesma, porque se considera excelente, única e muito acima dos outros. 

O orgulho é considerado um dos pecados mais graves pelo cristianismo. Além disso, na Grécia antiga, era falado sob o termo hybris – quando uma pessoa cresceu e desafiou a vontade dos deuses, isto é, quando ele tentou transgredir os limites de sua humanidade e recebeu punição divina por isso. Como exemplo de atitudes arrogantes, podemos mencionar Édipo ou Prometeu. 

Quem tem orgulho adora a si mesmo, idolatra-se, mas também ignora que o orgulho é a fonte e a origem de muitos problemas. 

No orgulho, os outros não existem. Agora, aqueles que não tomam cuidado com seu orgulho podem ir além e acabar cultivando atitudes arrogantes. 

Assim, o orgulho é amigo da vaidade, do desejo de poder, do narcisismo e do egocentrismo. Quem tem orgulho é egocêntrico, não valoriza as opiniões dos outros porque é cego; no entanto, precisa de um feedback constante da imagem que está projetando para outras pessoas. Tudo é pequeno demais para ele. 


A insegurança do orgulhoso 


A característica do orgulho é que, além de ilusório e bombástico, é um disfarce que atinge a insegurança, a falta de autoconfiança e um sentimento de inferioridade. Embora em muitas ocasiões também ocorra de maneira mascarada. 

A pessoa permanece cega a seus erros porque está presa por seus ares de grandeza, esconde um profundo medo de ser menor do que os outros e tenta sobreviver e ser amado. 

Assim, por trás do orgulho há medo: medo de não ser capaz, de não ser bom, suficiente ou reconhecido. E diante da incapacidade de assumi-lo, de aceitar esses medos e feridas, eles compensam. Por esse motivo, o orgulho serve para “equilibrar” essas lacunas e como um mecanismo de defesa, porque ajuda a rejeitar, em vez de ser rejeitado. 

Assim, alguém orgulhoso geralmente não admite seus erros, porque isso o lembra de que ele não é tão perfeito quanto pensava e, como consequência, será muito difícil pedir perdão, porque considera que nunca está errado. Assim como ele também pensa que está certo, porque incorre na falácia da autoridade. 

No entanto, o arrogante se preocupa muito com a opinião e a atenção dos outros, mesmo que seja indiferente, e por isso realiza certos comportamentos para obtê-los. 

Como vemos, a autoestima da pessoa arrogante é muito baixa, porque é cheia de insegurança, mas é escondida sob um disfarce altivo. Por esse motivo, quando os orgulhosos se sentem atacados, geralmente ficam com raiva, perdem o controle, desqualificam, ficam na defensiva ou param de falar por um tempo. Eles têm a maturidade emocional de uma criança.O orgulho nada mais é do que uma barreira defensiva para impedir que outros intuam medos, inseguranças e fraquezas de caráter. 


O antídoto para o orgulho: humildade 


“Onde houver orgulho, haverá ignorância; mas onde houver humildade, haverá sabedoria” (Salomão) 

Em face do orgulho, recomenda-se a humildade: aprender a levar uma vida mais simples, na qual prevaleça o valor do que é importante, como amor, simplicidade e generosidade. 

Uma vez que essa realidade é aceita, trata-se de ser honesto consigo mesmo: do que tenho medo? O que me machuca, o que acontece? O que me causa sofrimento? Por que preciso ser reconhecido como o melhor ou o mais válido? 

Além disso, também é importante mudar a direção do foco: não existe mais apenas a si mesmo, mas também os outros. É preciso relativizar sua importância e saber olhar para os outros. 

Para isso, é importante trabalhar com empatia, que, sabendo se colocar no lugar do outro, aprenda a receber críticas e a aceitar seus próprios erros e defeitos. 

Trata-se, aos poucos, de livrar-se do disfarce protetor usado por tantos anos, mas que, por sua vez, causou tantos danos. É baixar a guarda, reconhecer suas próprias limitações e esquecer de se tornar tão grande, porque na realidade você não é tão pequeno. 


Texto Baseado: lamenteesmaravillosa 

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Coronavírus Revela Quem Somos


A imagem mais dramática e terna, que simboliza ao mesmo tempo a tristeza e a solidão do isolamento ao qual a loucura do coronavírus está nos arrastando, é a dos italianos, habitantes de um país da arte, do tato e da comunicação, que hoje cantam nas janelas das casas diante de ruas e praças vazias. Cantam para consolar os vizinhos encerrados em suas casas. Os lamentos de suas vozes são o símbolo da dor evocada pelos tristes tempos das guerras e dos refúgios contra os bombardeios. 

Com projeção de 460.000 infectados no Estado de São Paulo, Brasil endurece combate ao coronavírusMas é às vezes nos tempos das catástrofes e do desalento, das perdas que nos angustiam, que descobrimos que, como dizia o Nobel de literatura José Saramago, “somos cegos que, vendo, não veem”. Descobrimos, como uma luz que acende em nossa vida, que éramos cegos, incapazes de apreciar a beleza do natural, os gestos cotidianos que tecem nossa existência e dão sentido à vida. 

A pandemia do novo vírus, por mais paradoxal que pareça, poderia servir para abrir nossos olhos e percebermos que o que hoje vemos como uma perda, como passear livres pela rua, dar um beijo ou um abraço, ir ao cinema ou ao bar para tomar uma cerveja com os amigos, ou ao futebol, eram gestos de nosso cotidiano que fazíamos muitas vezes sem descobrir a força de poder agir em liberdade, sem imposições do poder. 

Descobri essa sensação quando, dias atrás, fui dar a mão a um amigo e ele retirou a sua. Tinha me esquecido do vírus e pensei que meu amigo poderia estar ofendido comigo. Foi como um calafrio de tristeza. 

Às vezes abraçamos, beijamos e nos movemos em liberdade sem saber o valor desses gestos que realizamos quase de forma mecânica. Quando os pais sentem às vezes, no dia a dia, o peso de terem que levar as crianças ao colégio e as deixam lá com um beijo apressado e correndo, mecânico, apreciam, depois do coronavírus, a emoção de que seu filho te peça um beijo ou segure a sua mão. E apreciamos a força de um abraço, do tato, de estarmos juntos apenas quando nos negam essa possibilidade. 

Somente quando o vírus nos encerra em nossas casas e limita nossos movimentos percebemos como é triste a solidão forçada, e entendemos melhor o abandono dos presos e dos excluídos. Somente quando nos impedem de nos aproximarmos dos nossos animais de estimação é que descobrimos a maravilha que é poder acariciá-los e abraçá-los. 

Se, como dizia Saramago, no cotidiano somos cegos quando não apreciamos a força da liberdade, também, muitas vezes, amando não amamos e livres nos sentimos escravos. O que nos parece cansaço e castigo da rotina revela-se como o maior valor. Quando nos privam dessa cotidianidade nos sentimos escravos, porque o homem nasceu para ser livre. 

Na obra Ensaio Sobre a Cegueira (Companhia das Letras), de Saramago, tão recordada nestes momentos de trevas mundiais, na qual uma cidade inteira fica cega e as pessoas enclausuradas, descobre-se melhor nossa insolidariedade e nosso egoísmo. O escritor é duro em seu romance ao fazer daqueles cegos a metáfora de uma sociedade onde cada um, nos momentos de perigo e angústia, pensa apenas em si mesmo. 

A única que redime aquela situação perversa dos cegos é uma mulher, a esposa do médico, a única que não perdeu a visão e que se faz passar por cega para ajudar os que de fato são. Aquela mulher é representada hoje pelos italianos que usam suas vozes para, com suas notas doloridas, aliviar a solidão dos vizinhos. 

Nestes momentos vividos por boa parte das pessoas do mundo, enclausuradas e presas pelo rigor do poder que as condena negando-lhes a liberdade de movimento, que a dor coletiva nos ajude a vencer nosso atávico egoísmo cotidiano, ao contrário dos cegos egoístas do romance de Saramago. 

Que a tragédia do coronavírus consiga nos transformar no futuro em guias e ajuda amorosa dos novos cegos de uma sociedade que muitas vezes parece não saber onde caminhar e que, quando goza de liberdade, anseia pela escravidão. 

Que a dor de hoje se transforme em tomada de consciência de que vale mais a liberdade das aves do céu que a escravidão que nos impomos quando somos livres. Que o mundo não caia na tentação dos escravos que Moisés havia tirado da escravidão do Egito, que, enquanto eram conduzidos pelo deserto rumo à liberdade, continuavam preferindo as cebolas e os alhos do tempo da escravidão ao maná que Deus lhes enviava do céu. Não existe maior bem neste planeta do que a liberdade que nos permite amar e sofrer sem sucumbir. 

E ante a catástrofe do coronavírus, que poderia nos alcançar a todos, que se rompam neste país as trincheiras entre bolsonaristas e lulistas para nos sentirmos solidários numa mesma preocupação. 

Na dor e na calamidade coletiva, sentimos que somos menos desiguais do que pensamos. 

E que, no fim das contas, as lágrimas não têm ideologia. 


Baseado num texto do:  brasil.elpais

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A Vida Perfeita Não Existe


Precisamos entender que existem dias que são ruins mesmo, mas vai passar. Você vai conseguir superar tudo isso. Vai dar certo! 

Precisamos entender que existem dias que são ruins mesmo e que as coisas não vão bem, parar de pensar que a vida perfeita existe, afinal todo mundo enfrenta alguma batalha. Sejamos gentis com nós mesmos e paremos de nos cobrar tanto. A tempestade vai passar e logo o Sol voltará a brilhar novamente. 

Temos a sensação de que a vida de todo mundo caminha perfeitamente, também temos a ideia de que o equilíbrio é uma vida perfeita em todas as esferas: profissional, afetiva, pessoal e por aí vai. 

E então, nos dias ruins, parece que somos os únicos a passar por aquilo. 

Temos a ideia (ilusória) de que o relacionamento de todo mundo é perfeito, na vida profissional, todo mundo é realizado e que a nossa ansiedade, nossas angústias, etc. são algo apenas nosso, no nível individual. 

Mas não são. Tenho percebido que muita gente está em sofrimento, passando por dias ruins. Descontente com o trabalho, não realizada na profissão, com problemas no relacionamento. E ninguém fala sobre esses assuntos, ninguém os compartilha, seja por medo do que vão pensar, seja pela forma como os outros reagirão… 

Vai passar! 

Estamos vivendo numa sociedade cada vez mais doente e que produz adoecimento, por isso pare de se cobrar tanto, de se comparar com os outros, de achar que o dia ruim só existe para você, porque todos nós temos nossos dias péssimos, dos quais não vemos a hora de terminar. 

Todo relacionamento tem os seus perrengues e, por mais que a gente estampe a vida perfeita por aí, no fundo, ninguém é feliz 24 horas por dia. Não se esqueça disso e entenda que sofrer faz parte de todo processo de amadurecimento. Crescer dói, amadurecer dói, mudar dói, mas permanecer no lugar também dói. Processos levam tempo e uma fase ruim não durará para sempre, pois logo a tempestade passa e você se fortalece com isso tudo. 

Vai passar. Você vai conseguir superar tudo isso. Vai dar certo! 


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Não Era Amizade, Era Apenas Interesse


Cara pálida. Sorriso sem nada. Vergonha escancarada. Poucas palavras. Abraço distante. Encontro ao acaso. Amizade borrada. Tudo tão indiferente e em tom seco, é assim que sentimos quando um amigo ou alguém querido estremece o carinho que sentimos por ele. 

Eu prefiro uma mentira que sangre o meu coração do que uma mentira desconexa. Ninguém é obrigado a fazer nada para agradar o outro ou me agradar, mas que seja adulto o suficiente para dizer: não quero, não vai dar, fica para a próxima. É, eu me senti traída mais uma vez, e estou aprendendo a lidar com esses destemperos que as pessoas nos oferecem. 

É muito triste descobrir que aquela pessoa que você tinha carinho e admiração não passa de conversa fiada, que gosta da gente de fachada, e que tem caras e bocas para nada. Eu fui enganada e me senti como uma noiva deixada no altar. 

Todo mundo pode pecar, nos irritar, nos machucar, nos trapacear, jogar com a nossa amizade, mas que não venha com desculpas que não convencem, porque isso dói mais do que um tapa na cara. É um soco no estômago quando encontramos com alguém que significou muito para a gente, e essa pessoa nos trata com distância, porque tem vergonha de ter errado conosco. Sabe, eu prefiro que fale a verdade do que inventar frieza, porque isso não resolve mal entendido, apenas atiça mais ressentimento. 

Esse meu amigo, talvez ex amigo ou amigo meia boca feriu minha confiança e trocou nossa amizade por uma desculpa que nem ele soube dar. Eu fiquei chateada, quase chorei. Depois que passou o tempo, não consigo ter raiva, mas agora é ele que se distanciou. Não vou fazer nada, vou continuando a levar a vida, mas não aceitarei mais desenganos. 

O pior foi ter descoberto que não era amizade, era apenas mais um interesse. Era apenas ligações desesperadas porque ele se sentia sozinho depois do divórcio. Não era amizade, era apenas ele me fazendo de divã, e sem pagar pela sessão. Não era amizade, era ele querendo sair da tristeza com os meus risos emprestados. Não era amizade, era ele apenas querendo que eu a distraísse. Não era amizade, era eu estendendo a mão, e ele me oferecendo desculpas que o tempo estava corrido. Não era amor, era insistência minha. Era eu, tudo eu… nada dele. 

Mão única não é amizade. Desculpas demais é desconsideração. Culpar a rotina ou a agenda pela falta de tempo é absurdo. Amizade não precisa de ligar ou se encontrar todos os dias, mas tem que estar juntos em pensamento e estar pronto sempre que precisar. Amizade não é fazer tudo que os dois querem, mas sim fazer tudo para que fiquem bem sempre. 

Ontem a noite, eu percebi que entre esse meu amigo e eu, não era amizade. Era acaso, coincidência, destino cruzado, qualquer coisa, menos meu amigo, porque amigo faz qualquer coisa para te fazer feliz, mesmo que comprometa a vida pessoal e a agenda. 


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A depressão não é uma escolha.


A depressão não é uma escolha. Ela sufoca o peito, causa isolamento, tristeza profunda. Só quem teve a doença sabe como ela funciona.

Rir da depressão de uma pessoa é um dos atos mais cruéis que alguém pode praticar. Rir dessa doença, como se não passasse de uma noite mal dormida ou, sei lá, de uma pieguice é demonstrar ignorância absoluta sobre um assunto tão sério. 

Segundo pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão será até 2020, o maior motivo de afastamento do trabalho no mundo. 

O Brasil segundo a (OMS) é o pais com maior índice de pessoas com ansiedade no mundo todo. 

Da vida ninguém entende nada, meu amigo. É tudo uma caixinha de surpresas, onde, muitas vezes, o stress e a culpa ocupam um espaço maior do que a alegria de viver. E aí é só ladeira abaixo. A depressão sufoca o peito, causa ansiedade, isolamento, tristeza profunda. Só quem teve a doença sabe como ela funciona. 

E digo mais: só quem já saiu dela é que pode dizer a força que tem. Não há nada mais doloroso do que a dor que começa do lado de dentro, bem dentro. 

Não há!Aí, a pessoa acha-se no direito de entrar no perfil de uma pessoa e destilar ódio e amargura, de diagnosticar as suas tristezas com tons de deboche, de sátiras, causando uma dor maior ainda do que aquela que já é exageradamente grande. 

Vamos trabalhar a empatia, dizer palavras bonitas, dar força, mostrar exemplos de superação. 

Vamos oferecer a mão para o afago ao invés de dar um soco. Vamos ajudar a cicatrizar ao invés de cortar ainda mais a ferida. Todos têm alguém que já passou pela dor da depressão, um amigo, uma mãe, um primo. Tem muita gente a passar por isso nesse momento e a ler esse texto. 

Para vocês, amigos e amigas, digo só uma coisa (e por experiência muito própria): a borboleta passa pelo pão que o diabo amassou, enquanto ainda é uma lagarta. Vais sair desse casulo escuro e frio e perceber um mundo de possibilidades aqui fora. 

Respeito a tua dor. Respeito a tua depressão. E, mesmo nunca tendo te visto na minha vida, ofereço o meu abraço e as minhas duas mãos para que levantes e recomeces tudo de novo.

Eu vejo que você pode sair dessa.


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Ser Forte O Tempo Todo? Vale a pena?


Um dia, em um livro, eu li que chorar é preparar a alma para coisas novas. E cada vez mais acredito que isso seja verdade. Eu, por exemplo, costumo chorar com certa frequência, na maioria das vezes sozinho e sob pouca luz. 

Não que haja regras para chorar, mas é como se o meu choro só conseguisse ir ao banheiro de casa… Conforme as lágrimas caem, gosto de repensar e pesar cada uma delas, como se cada uma carregasse um motivo a ser compreendido, uma importância a ser dada, uma conversa a ser proposta, um adeus a ser aceito. 

As pessoas que choram não são pessoas fracas, como muita gente pode pensar. Elas são fortes o suficiente para assumir suas fragilidades e chorar quando o corpo pede. Elas são fortes justamente por saberem respeitar seus limites. 

A gente desaba – é inevitável –, e não é justo ter que lidar com a pressão social se não poder desabar. Já basta o peso das tristezas acumuladas. 

Muita gente diz não poder demonstrar suas fragilidades para não colocar para baixo quem está perto. 

Mas essa luta interna acaba criando, mesmo sem querer, uma imagem de que somos inabaláveis, e, caso um dia as lágrimas insistam em cair, as pessoas à nossa volta serão surpreendidas negativamente, afinal não esperavam isso de nós. 

A verdade é que um dia a gente não aguenta e chora sem perceber. Acontece. E tudo bem. Pode chorar, chore muito, deixe as mágoas escorrerem pelo seu rosto; elas precisam ir embora por algum lugar. Ser forte não é saber conter certas emoções, mas sim saber quando soltá-las ao mundo. 

Como aceito o chegar e o despedir das estações. Não tenho escolha. O que hoje escolho é prosseguir. Sem muita busca de explicação. Sem julgamentos. ... 

Assim que a gente aprende a Viver.


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Vale a pena viver de aparências?


Quem se obriga a viver de aparências, se torna o mais perfeito retrato de infelicidade. Quem acha que não tem “uma vida tão perfeita” quanto a que outras pessoas têm, vive se martirizando. 

Tem gente que ainda não se satisfez, nem com o que tem e nem com o que é. Anseiam por ter outra aparência, outra vida e mais riquezas. Mas não trabalham para alcançar isso. 

Esperam acontecer e se entristecem por conta de qualquer besteira, se tornando prisioneiros da ambição, diminuídos pela pequenez da falta de autoestima. 

Comparação desmedida é um modo de rejeitar a própria vida. 

A autoimagem enfraquecida, perto daqueles que considera melhores, é sofrimento pra alma. E não há pequenas conquistas próprias capazes de trazer alegria. O mínimo de felicidade não interessa. 

Viver para satisfazer necessidade de ego, cria metas altas demais, quase impossíveis de alcançar, cria miséria emocional e dependência sentimental. Fuja disso. 

Tente enxergar todas as realidades por trás das cortinas, muitas vezes escondidas. Muitos têm verdades a esconder que você nunca irá saber e mesmo assim, fica se medindo por isso. 

Muitas vezes, a grama do vizinho até pode ser mais verde, mas é de plástico ou não tá paga. Nunca se meça pela régua de ninguém. E jamais, em hipótese alguma, diminua alguém pra se sentir melhor. 

Tenha sonhos e inspirações, mas cultive metas atingíveis e se afaste de pessoas que a simples presença te faça sentir menos do que você é. 

A comparação pessoal, profissional ou amorosa, sempre destrói qualquer chance de se alegrar com as suas pequenas ou grandes vitórias. É essencial se reconhecer. É preciso se aceitar. É preciso comemorar a sua vida. 

Autoconhecimento não é sobre aquilo que você acredita ser, é sobre aquilo que você pensa não ser. É sobre descobertas, consentimentos, aceitações e redescobrimentos de corpo, coração e espírito. 

A gente pode ser feliz o tempo todo se nos afastarmos dos rótulos e rotuladores. Às vezes, o que você está procurando, está dentro de você. 

A gente consegue ser muito feliz, se parar de uma vez por todas, de querer viver somente de ilusões. 

Busque ser feliz, nunca busque se medir. 


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Não precisamos chegar a este ponto...


Igreja pede orações por sacerdote que teria se suicidado nos Estados Unidos

 Pe. Evan Harkins, sacerdote na diocese norte-americana de Kansas City-St. Joseph, teria se suicidado. A Igreja pede que rezem por sua alma, “sua família e a paróquia e as comunidades escolares às quais serviu”. 

Pe. Evan Harkins, sacerdote de 34 anos da Diocese de Kansas City-S. Joseph (Estados Unidos) teria se suicidado e seu corpo foi encontrado na manhã de terça-feira, 28 de janeiro. 

 A Diocese de Kansas City-St. Joseph assinalou em um comunicado: “fomos notificados nesta manhã, quando ele não se apresentou para a Missa, que Pe. Evan Harkins, pároco da paróquia St. James e administrador paroquial da paróquia St. Patrick, em St. Joseph, aparentemente tirou a própria vida”. 

“Diante dessas notícias devastadoramente trágicas, pedimos que rezem por Pe. Harkins, sua família e a paróquia e as comunidades escolares às quais serviu, assim como por todos nossos sacerdotes”, acrescentou a Diocese.

Através do Twitter, Pe. Dan Beeman pediu orações “pelo descanso da alma de Pe. Evan Harkins”.“Rezem também por seus irmãos sacerdotes”, disse e lamentou que, “às vezes, é fácil esquecer o quanto Satanás odeia os sacerdotes. Tenha misericórdia, Senhor”.


Fonte ACI


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Aproveite o tempo necessário para recomeçar


Na vida, há momentos em que precisamos recomeçar, precisamos fechar círculos, deixar o passado para trás e nos preparar para olhar para a frente, por mais que doa. 

De fato, esse processo de deixar o passado e se apegar ao futuro geralmente gera um tipo de dor emocional. Isso ocorre porque identificamos o passado como um caminho seguro e bem conhecido que deixamos para trás e percebemos o futuro como um vazio à frente, uma aposta incerta, um salto no vazio sem pára-quedas. 

Portanto, se queremos avançar com firmeza e sem arrependimentos, é essencial levar o tempo necessário para curar as feridas e nos reconstruir emocionalmente. A pressa nunca foi uma boa conselheira. 

Feridas emocionais causam mudanças profundas que devemos aceitar 


Em muitas ocasiões, somos tentados a não dar tempo ao tempo. Às vezes, quando nos sentimos mal e sofremos, tudo o que queremos é tirar essa dor de nós. Nos desesperamos e corremos para olhar para frente em busca de algo melhor. É compreensível. Mas isso não é positivo.

Em outros casos, são as pessoas ao nosso redor que nos pressionam. Talvez com a melhor das intenções, elas nos incentivem a seguir em frente e dar o próximo passo ou até nos chamem de “fracos” porque não somos capazes de acordar rápido o suficiente.

No entanto, quando não estamos preparados, dar esse passo pode nos prejudicar ainda mais.Para olhar para o futuro com confiança, é essencial ser paciente e esperar que as feridas emocionais sejam curadas. Isso não significa permanecer na dor, mas dar pequenos passos, no nosso próprio ritmo e sem pressa.

O tempo é essencial para nos recuperarmos dos golpes emocionais. Com o tempo, conseguimos encontrar um significado no que nos aconteceu, assumimos o passado e viramos a página. De fato, os traumas geralmente causam um terremoto psicológico; portanto, precisamos de tempo para reconstruir, olhar dentro de nós e perceber que não somos mais os mesmos, que algo mudou. Após grandes choques emocionais, podemos nos bloquear e precisamos de tempo para nos encontrar novamente, entender, aceitar e até aprender a conviver com a nova pessoa que nos tornamos.

Hora de pensar, hora de aprender


Por outro lado, o tempo é essencial para aprendermos com os erros que cometemos. Se deixarmos um relacionamento traumático, por exemplo, e nos jogarmos nos braços de outra pessoa imediatamente, não teremos tempo suficiente para entender onde estávamos errados. De fato, essa é uma das razões pelas quais as pessoas geralmente estão envolvidas em relacionamentos que nunca se concretizam. Eles não tiveram tempo de crescer.

O tempo nos permite assumir uma distância emocional do trauma, para que possamos julgar nosso comportamento e nossas decisões de uma perspectiva mais objetiva e de uma posição de desapego. Como resultado, somos capazes de assumir nossa parcela de responsabilidade e crescer.

Pelo contrário, se nos apressarmos, corremos o risco de cometer os mesmos erros, de bater de novo e de novo na mesma pedra. Muitas vezes tudo o que precisamos é parar para reconstruir os pedaços quebrados e ganhar força.

Como saber quando você está pronto para recomeçar?


Toda pessoa é diferente da outra e todo trauma ou lesão também. Estar preparado para seguir em frente leva tempo e não existe uma regra única, você deve aprender a se conectar com o seu interior e ouvir os sinais que o seu “eu” lhe envia.

No entanto, em geral, uma pessoa está preparada para avançar quando atender a pelo menos duas das seguintes condições:


1. A dor passou: Quando você olha para trás, percebe que, embora a ferida esteja lá, ela não doerá mais. De fato, é provável que você comece a se lembrar mais dos aspectos positivos do que daqueles que lhe causaram danos.

2. Você aprendeu: Ao analisar o que aconteceu, você pode encontrar um significado e entender onde estava errado. Você assume a experiência e ela o enriquece como pessoa.

3. Você pode brincar sobre o que aconteceu: Quando você é capaz de rir do que aconteceu, significa que você superou o trauma.


De qualquer forma, não tenha medo de dar um passo atrás, se você avançou muito rápido. Às vezes você pode acreditar que está preparado para seguir em frente, mas na realidade não está. Então é melhor recuar para ganhar força e se curar completamente.

Todo novo começo vale a pena, mas você deve se certificar de que pode enfrentar esse novo estágio com maior maturidade. 


Fonte: rinconpsicologia.com

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É necessário fechar Ciclos da vida... para iniciar outro...


Quantos de nós, na ânsia de curar um coração em pedaços, não nos lançamos a um novo relacionamento? Infelizmente, a máxima do curar um amor com outro amor nem sempre vale para todo mundo, da mesma forma. Entregar-se a um novo parceiro, sem ter se recomposto dos cacos deixados pelo anterior, raramente pode dar certo, porque amor requer inteireza e integralidade, coisas que almas feridas ainda não estão prontas para ofertar. 

Qualquer rompimento nos deixa machucados, seja quando fomos nós quem tomou a decisão de romper, seja quando o outro vai embora à nossa revelia. Sempre nos resta uma carga pesada de derrota e de culpa, após nos separarmos de alguém, o que nos torna mais vulneráveis a tomar decisões erradas. É difícil acertar lá fora, quando aqui dentro tudo parece ruir, porque, nessas horas, geralmente estaremos agindo puramente com a emoção. 

Tomar atitudes levadas tão somente pelo sentimento de revide implica querer machucar o outro, para que ninguém perceba o quão miseráveis nos sentimos internamente. Revidar não dá certo, porque nada do que fizermos no calor das emoções, sem ter posto os sentidos em ordem, será coerente o bastante e poderá nos ajudar de alguma forma. Qualquer ação que se valha de rancor trará somente dor a todos os envolvidos. 

Fato é que iniciarmos um novo relacionamento apenas para dar satisfações aos outros a respeito daquilo que nem é uma certeza dentro de nós muito provavelmente não nos trará os resultados esperados. Pior ainda, poderemos estar brincando com os sentimentos de alguém que não tem nada a ver com nossas pendências emocionais. Ninguém merece ser usado dessa forma, como estepe de luxo ou troféu de vitrine.

Os problemas nos acompanharão aonde formos, onde e com quem estivermos, ou seja, sem colocarmos um ponto final no que aconteceu, nada do que então vier poderá ser tido como um verdadeiro recomeço. Recomeçar requer uma alma leve e livre, sem pendências, sem rusgas, isenta de dores acumuladas, porque o novo sempre vem, mas vem para quem realmente resolveu seguir de coração aberto, tendo deixado lá atrás o que não tem mais jeito. 


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A irritabilidade é sintomas de depressão


Não apenas a tristeza contínua e intensa ou, melhor dizendo, o estado de ânimo sem esperanças, desanimado ou “no fundo do poço” é indicativo de depressão. De fato, a tristeza como sintoma pode não se manifestar em uma pessoa deprimida, sendo a sua prima irmã a irritabilidade. 

Sim. Por mais estranha que esta afirmação pareça, uma pessoa deprimida pode não se mostrar triste mas se manifestar de forma irritada, instável ou frustrada. As queixas somáticas, o mau humor, os incômodos, as dores físicas, as montanhas russas emocionais, etc. Tudo isso pode substituir a tristeza como sintoma de um problema emocional como a depressão.Portanto, poderíamos dizer que as manifestações de raiva, como a insensibilidade, a irritabilidade, a agressividade, e o comportamento “autoritário” são, às vezes, gritos que pedem para sair do buraco de escuridão no qual a depressão sufoca. 


A irritabilidade como critério diagnóstico de depressão 


Segundo critérios tanto do Manual Diagnóstico dos Transtornos mentais na última versão (DSM-5) como na Classificação Internacional de Doenças (CIE-10), um diagnóstico clínico de depressão pode ser realizado se a pessoa mostrar, entre outras condições, irritabilidade em vez de tristeza. 

Isto é, se uma pessoa constantemente mal-humorada mostra uma ira persistente, uma tendência a responder aos acontecimentos com ataques de ira, insultando aos outros ou com um sentimento exagerado de frustração por coisas sem importância, pode estar afundada em um estado de ânimo depressivo patológico. 

Em crianças e adolescentes pode se manifestar um estado de humor irritadiço ou instável mais que um estado de ânimo triste e desanimado. Isto precisa ser diferenciado do que se considera um padrão de “menino mimado”, com irritabilidade frente às frustrações.Contudo, cabe ressaltar que do mesmo jeito que a tristeza por si só não é um critério suficiente de depressão e precisa de outras conotações para ser considerada patológica, o mesmo acontece com a irritabilidade. 


A tristeza e a irritabilidade são estados emocionais tratados injustamente 


A tristeza e a irritabilidade, por si sós, são estados emocionais saudáveis, pois pretendem nos informar de que existe algo que nos incomoda e que está nos prejudicando. Eles somente se transformam em patológicos quando distorcem as nossas vidas e deterioram demasiadamente as nossas esferas sociais e profissionais durante muito tempo. 

Em geral, é preciso ter cuidado com a irritabilidade porque ela pode nos levar a fazer qualquer coisa sem que consideremos as conseqüências negativas. Portanto, um estado persistente tingido desta instabilidade característica pode chegar a ser devastador. 

Perder a linha com facilidade, fazer comentários desagradáveis, ser pouco tolerante, demonstrar impaciência, sentir nervosismo, manifestar agitação, ter reações inadequadas, começar a se afastar de certas pessoas por serem desagradáveis, etc. Tudo isso indica que alguma coisa não está bem na própria vida e que é preciso tomar medidas. 

Portanto, a ira ou a irritabilidade que se manifestam quando padecemos de uma depressão é uma forma de externalizar o que se sente e não está sendo expressado. Podemos dizer que a pessoa deprimida tem a sensação de estar oprimida, de levar no pescoço um cachecol que pesa toneladas. 

Isto a faz se sentir afundada, vulnerável, com a impressão de que esse cachecol não a deixa caminhar, dificultando a sua vida e descompensando o seu ânimo. Isto causa a instabilidade e a dificuldade que essas pessoas têm de realizar suas atividades no dia a dia.

Portanto, com a pouca força que esse tenebroso cachecol lhes permite ter, conseguem, quando muito, comer alguma coisa e dormir. Este é o peso da angústia, a qual se traduz em uma realidade asfixiante de tristeza ou irritação dependendo da pessoa e, obviamente, do momento.


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A presença fica

 

Eu nunca sei onde é que você está, eu só sei que você nunca sai de dentro de mim, e acho que por isso eu sinto uma saudade tão grande de coisas que nunca se foram, de coisas que por mais longe estejam, mais ocupam espaço no meu mundo. O coração realmente é um planeta perdido numa galáxia, onde escondemos sempre os nossos mais valiosos segredos.


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O objetivo da vida: quero ser eu mesmo

 

O objetivo da vida é ser você mesmo e Não outra pessoa


A sociedade nos leva a ser “alguém”, a buscar o sucesso e fazer com que os outros reconheçam que somos importantes e valiosos. Como resultado, muitas pessoas passam a vida inteira buscando esse reconhecimento. Elas não percebem que tentar ser “alguém” significa dar as chaves de sua liberdade, que perseguir a ilusão de sucesso encadeia sua autoestima às opiniões dos outros. 


Buscar reconhecimento é tornar-se escravo da opinião alheia. 

Essa profunda necessidade de reconhecimento significa que estamos tentando consolidar nossa identidade através da percepção de outras pessoas, que retornam uma imagem, como se fosse um espelho, para confirmar nosso valor. Na prática, deixamos de ser “alguém” se os outros não o reconhecem, o que significa que devemos nos adaptar e aderir aos cânones sociais que implicam “ser alguém”. Nesse exato momento, seremos prisioneiros por vontade própria. 
O desejo de ser alguém implica que nos alimentemos da admiração dos outros, que precisamos dos elogios deles para confirmar e fortalecer nossa identidade, que satisfazem nosso desejo de ser especial. Assim, fugimos do vazio que implica ser “ninguém”. Mas então nos recusamos a ser nós mesmos para começar a viver através dos olhos dos outros. 
Essa realidade se torna uma armadilha que envolve uma dependência contínua dos outros, que devem continuar a reconhecer que somos alguém. Portanto, a jornada para se tornar alguém geralmente se traduz em uma realidade insatisfatória e instável. E, quanto mais tentarmos reforçar nossa “identidade de sucesso”, mais expostos estaremos para fazer tudo desaparecer. Como resultado, somos vítimas da instabilidade da qual pretendemos escapar. 
Procurando a solidez que relata ser alguém, tornamo-nos pessoas mais frágeis. Não importa quantas posses, conquistas ou admiração alcancemos, qualquer identidade que dependa do reconhecimento dos outros sempre implica um estado de extrema fragilidade, pois pode desaparecer quando esse reconhecimento social desaparece. A qualquer momento, podemos parar de ser os melhores em alguma coisa ou perder qualquer um dos rótulos que nos orgulham.

 

Crescimento autêntico vem da humildade interior 

Em vez de permanecer em nossa zona de conforto que reafirma nossa identidade, podemos descobrir novos caminhos e maneiras de fazer as coisas. No entanto, para fazer descobertas realmente importantes que dão lugar a uma mudança transcendental, precisamos primeiro nos esvaziar de muitos de nossos estereótipos, preconceitos e crenças. Uma mente que está cheia demais não tem espaço para mudanças.
O engraçado é que só podemos crescer da humildade, da percepção de nossas limitações, deixando de lado esse desejo de ser “alguém”. Somente quando reconhecemos o que não sabemos, podemos aprender coisas novas. As certezas, em muitas ocasiões, fecham o caminho para novos conhecimentos e experiências. 
Alguns autores pensavam, por exemplo, pensava que essas experiências sublimes provinham da compreensão da pequenez, do nada do indivíduo antes da imensidão do universo. Então o milagre ocorre: quanto menos você é, mais cresce, mais aprende, mais descobre. 


Como podemos nos libertar da obsessão de ser alguém? 

O vazio nos leva a entrar em pânico. No entanto, quem tem pavor de vazio é porque ele pensa que é sólido, porque não percebe que lutar para permanecer “alguém” e manter o castelo de sua identidade cercado é completamente ineficaz. Portanto, para se livrar da obsessão de ser alguém, é importante abraçar a mudança, perceber que tudo está se movendo, especialmente a nossa identidade. 
Também é essencial sustentar nosso autoconceito de dentro. Esteja ciente de que você não precisa ser alguém para ser feliz, sentir-se satisfeito e viver plenamente. A plenitude como pessoa vem de fazer o que nos traz felicidade, e não de cumprir os papéis sociais que estabelecem as diretrizes para “ser alguém”. 


#Psicanalista Alessander Capalbo

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O Tempo ele sempre encontra um final perfeito - que Venha 2020.


“O tempo é o melhor autor: ele sempre encontra um final perfeito.”


Quando alguém adquire uma certa idade, toma consciência de muitas coisas. Antes de tudo, a infância é um dos melhores estágios que existem sem preocupações e onde tudo o que importa é se divertir com os amigos. Além disso, na adolescência, percebe-se que o amor não é tão bonito quanto o pintam e que, mais cedo ou mais tarde, desapontamos justo com quem idealizamos completamente.

 
Finalmente, quando você atinge uma certa maturidade, também percebe que há muitos colegas para passar festas, mas os amigos que estão ao seu lado quando você realmente precisa deles, são poucos.

 

Não resta mais que aceitar a situação

 
Mas bem, como tudo na vida, a passagem do tempo tem sua parte boa, todas essas situações nos ajudam a nos conhecer melhor, a amadurecer e, principalmente, a tentar não cair nos mesmos erros. E você? Você sente a passagem irremediável do tempo? Bem, não se preocupe, porque isso acontece com mais de 6.000 milhões de pessoas no mundo.

 
Quando você atinge uma certa idade, percebe que está começando a ficar “velho”. Mas isso é completamente irremediável. Então, por que não aceitar melhor a situação? Todas as idades têm seus estágios bons e ruins e, portanto, o melhor é ser otimista. Valorizar o seu tempo, tendo como prioridade alcançar os seus sonhos, estabelecendo metas e objetivos bem definidos. Sem esquecer de celebrar cada conquista, desde as pequenas até as maiores.

 
Dessa maneira, fazendo coisas diferentes e estabelecendo novos objetivos em sua vida, você realmente perceberá que está vivo. E acredite em mim: não há presente melhor na vida do que isso. Em resumo, certifique-se de que se você cuida do “seu tempo” e sabe como deixá-lo passar, certamente será um momento inesquecível. E assim foi dito, pelo ator mítico do século XX, Charles Chaplin: “O tempo é o melhor autor: ele sempre encontra um final perfeito.”


Psicanalista Alessander Carregari Capalbo

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Serviços

 

Nos exigem cada vez mais eficiência, disponibilidade e não nos dão nada em troca. Nos perdemos do real. Já não sabemos mais quem são as pessoas diante de tanta distorção no perfil social. A bem da verdade, não sabemos mais nem quem somos, então, padecemos no isolamento da alma, no rebaixamento do coração, buscando um sucesso que interessa mais às aparências e àquilo que pensam sobre nós do à nossa própria felicidade. Queremos ser para os outros e é nesse ponto que nos perdemos e os remédios nos acham. Nessa defasagem, entre aquilo que esperam da gente e os sonhos que carregamos no coração, está a origem de toda a nossa angústia e estresse.

Ambições supérfluas e vontades reais se confundem. Nesse desajuste começa o desespero. Perdemos o sono porque nos parece impossível alcançar uma glória forjada. Viramos de um lado para o outro do travesseiro ansiando pela vida perfeita e diante de tanta imperfeição, cedemos à tentação de tomar um remédio para dormir e acordar no dia seguinte repleto de compromissos que nos estressam mais do que nos fazem felizes.  

Saímos às ruas cruzando com uma sociedade que vive o mesmo dilema imaginário de um êxito vazio. Tropeçamos uns nos outros, esbarramos cegos pelo celular. A ponto de explodir, nos debatemos, insultamos, brigamos carregados pelo estresse de metas pessoais e profissionais incutidas com a finalidade de nos adequarmos aos padrões. Então, os nervos inflamam, o coração entra em taquicardia e um calmante, já na segunda feira, cai bem para segurar todo esse estresse de nunca alcançar os objetivos que jamais irão nos preencher de verdade. 

E nossos sonhos ficam cada vez mais caros, porque os preços sobem e o salário desvaloriza, aumentando um lucro que nos confunde quando vemos tragédias deslizando aos nossos pés, queimando o fogo da dor em nossos corações, inundando a nossa alma de ansiedade por pura negligência humana. Em meio a desastres cotidianos, entregamo-nos a essa necessidade tosca de aprovação. Queremos o sucesso a todo custo. Buscamos aplausos, admiração. Desejamos ser os mais desejados. 

Almejamos ser aceitos, ansiamos um afeto que anda escasso nesse mundo. Então, entramos em colapso, temos ataques de pânico, que são, na verdade, pedidos de socorro, de amor, de proteção. Entretanto, o que eles nos dão? Mais remédios. Ansiolíticos, que queimam nosso cérebro, mas nos fazem respirar novamente nesse mar de calmaria superficial. 

Chega um ponto que entendemos que somos engrenagens de um sistema do qual também somos as próprias vítimas. Assim, um dia a gente acorda e não consegue levantar da cama. Cansados dessa batalha inacabável que nos consome em demasia. E tudo que queremos é a receita do antidepressivo. Porque ninguém mais se olha. Estão todos tão mergulhados em suas próprias frustrações que ninguém escuta, só fala e fala e quer ser ouvido sem ouvir. Nos desconectamos dos outros. Nossa auto-estima se estilhaça pela eterna sensação de fracasso que depois de sugar toda nossa energia, nos joga no chão aos pedaços, enquanto a sociedade continua com aqueles que sabem administrar e tolerar melhor os seus remédios tarja preta. 

E, em vez de criarem um mundo mais humano, nos dizem que somos esquizofrênicos, histéricos, bipolares, neuróticos, mas não aceitam nossa depressão porque ela é improdutiva. Corremos para casa em busca de compreensão, de colo, mas ninguém nos vê, pois estão todos escravizados pelas suas próprias dependências, implorando por socorro. 

E quando decidimos largar toda ambição por uma cabana perto do mar para viver de verdade em vez de meramente sobreviver, nos chamam de loucos. Mas não devemos escutá-los. Precisamos priorizar a satisfação dos nossos sentidos, para depois pensar no resto. Porque é só assim que a gente deita na cama sorrindo porque entende que loucos, mesmo, são eles. E, então, dormimos cedo com o melhor tranquilizante que pode haver nessa vida: a alma em paz.


#AlessanderCapalbo

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